Forró no nordeste
por Lilian Canen
Desde a origem do seu nome, o forró já gera controvérsia: alguns creditam o nome à um anglicismo proveniente da pronúncia do termo "for all”, que em inglês significa “para todos”, e é como eram chamados os bailes promovidos aos engenheiros ingleses e aos soldados americanos nos fins de semana, no início do século, e que tinham entrada liberada
for all, principalmente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas.
Outra versão, mais verossímil, apoiada por historiadores como
Câmara Cascudo, é a de que
Forró é derivado do termo africano “forrobodó”, que significa “divertimento pagodeiro”, “festa”, “bagunça”. Era uma festa que foi transformada em gênero musical, tal seu fascinio sobre as pessoas.
O que podemos afirmar é que este ritmo que nasceu no nordeste brasileiro, originado de influências africanas e européias, encanta pessoas de todas as idades e classes sociais, não só no Brasil, mas em todos os lugares do mundo.
No início, o Forró sofreu com o preconceito, por se tratar de um gênero de massas. Com o tempo, foi conquistando o público e saindo das periferias das cidades nordestinas e estabelecendo-se como ritmo predominante também nos bairros nobres das capitais.
São muitas as variações derivadas do forró original. A príncipio, conta-se que nasceu o baião. A falta de registros impede uma cronologia mais acertada, mas acredita-se que tenha sido em meados do século XIX.
Dele surgiram os ritmos distintos entre si: o
xote, o
xaxado, o
coco, o
vanerão e as
quadrilhas juninas. Hoje em dia, é fácil identificar outras variações, tais como o
forró malícia (com suas letras picantes ou com duplo sentido), o
lambaforró e o
oxentemusic. Estas últimas surgiram com influência da
Lambada, e incorporaram ao forró um pouco do ritmo e passos da dança. Também elementos como guitarra elétrica, bateria e teclados (no lugar da sanfona) fazem parte destas vertentes mais modernas.
É uma festa originalmente da periferia que tomou conta de todo o Brasil e certamente possui um estilo adequado ao gosto de cada público e região do país. Nomes consagrados como
Luiz Gonzaga, Genival Lacerda, Dominguinhos, Chiquinho do Acordeom, Jackson do Pandeiro, e
Sivuca convivem em harmonia com os atuais
Calcinha Preta, Mastruz com Leite, Frank Aguiar e
Falamansa. Cada público encontra o forró que preferir, do baião e pé-de-serra ao oxentemusic.
Todas as idades são bem-vindas a um bom arrastapé! O Forró é um ritmo democrático, basta trazer o fôlego necessário para encarar as maratonas de dança e a animação e o entusiasmo para aproveitar o melhor da festa.
No
Rio Grande do Norte, há várias casas de show especializadas em Forró, e também boates que disponibilizam espaço e até dedicam alguns dias da semana ao ritmo. Para encontrar a sua festa preferida, confira nosso canal "
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