Bento Fernandes
Barreto era um antigo posseiro desbravador de uma área que sai da serra da Formiga, no município de São Tomé cujo nome foi dado ao riacho e a localidade que mais tarde se formaria naquele local.
No início do século XIX, surgiu o povoamento da localidade de Barreto que se beneficiava com a água vinda do riacho Barreto, que até hoje beneficia a população com água para o consumo humano e para o plantio.
As primeiras ocorrências de posse das terras no Tabuleiro de Barreto data de 1804, mas só em 1822, os senhores Luiz Gomes da Silva, Caetano da Silva Sanches e Gaspar Rebouças receberam as sesmarias do riacho do Barreto. Foi Caetano da Silva, filho e xará do Governador da Capitania do Rio Grande do Norte, que liderou um movimento popular em Natal. Ajudou na construção da torre da igreja de Santo Antônio e doou o galo de bronze que até hoje existe.
Várias figuras se destacaram na história de Barreto: Carlos Augusto Carrilho de Vasconcelos, senhor de engenho em Ceará- Mirim, foi responsável pela construção da capela de São Sebastião e pelo surgimento da atividade agrícola e Bento Fernandes de Macedo que conquistou a todos com sua simpatia, dedicação, solidariedade e honestidade. O agricultor chegou a ser Delegado de Polícia da comunidade e na tentativa de acabar um tumulto ocorrido durante festividades religiosas foi assassinado, em 1925, em frente à capelinha do Sagrado Coração de Jesus, por um grupo de desconhecidos. Sua noite repercutiu fortemente na comunidade e fora dela.
Após o trágico incidente com Bento Fernandes, a população local manifestou o desejo de mudar o nome da localidade. Em 31 de dezembro de 1958, por força da Lei no 2.353, Barreto passou a se chamar oficialmente Bento Fernandes, em homenagem ao delegado que virou história.
Fonte: Idema-RN
Distância de Natal :: 88 km